DO AUTOMÁTICO AO MODO VIVER
Mais lidas

DO AUTOMÁTICO AO MODO VIVER

Recentemente participei de um retiro na Bahia, na região da Praia do Espelho, um encontro entre mulheres que me marcou de uma forma muito profunda. Foram dias de pausa, escuta e reconexão com algo que muitas vezes deixamos de lado na correria da vida: a presença no próprio corpo. Vivemos em um tempo em que […]

Por admin 05/07/2026 - Atualizado em 05/07/2026

Recentemente participei de um retiro na Bahia, na região da Praia do Espelho, um encontro entre mulheres que me marcou de uma forma muito profunda. Foram dias de pausa, escuta e reconexão com algo que muitas vezes deixamos de lado na correria da vida: a presença no próprio corpo.

Vivemos em um tempo em que muitas pessoas estão em sobrecarga, tentando dar conta de tudo. Trabalho, responsabilidades, expectativas. O corpo continua funcionando, mas a vida, muitas vezes, deixa de ser sentida com profundidade.

Durante o retiro, conduzido por Mui (Manuela Carvalho), vivenciamos práticas que convidavam justamente a esse retorno ao sentir. Em um dos momentos mais marcantes, participei de uma prática nas águas de um rio, conduzida por Sissi Prates. Ali, em silêncio e em contato direto com a natureza, a experiência trouxe uma conexão profunda com o corpo nesse útero das águas (espaço simbólico de criação), sensibilidade e memória no feminino.

Estar ali, entre a água corrente, a natureza e o feminino, despertou em mim uma percepção muito clara: muitas vezes o corpo não pede mais esforço, ele pede escuta

O corpo também precisa de espaços de pausa, de escuta e de presença para se reorganizar. Ao longo da minha trajetória como fisioterapeuta, sempre percebi que o corpo carrega muito mais do que tensões físicas. Ele guarda histórias, emoções e padrões que vamos acumulando ao longo da vida. Foi dessa observação que nasceram práticas que hoje fazem parte do meu trabalho, como o Move Flow e o Self Flow, integrando movimento consciente, respiração e reorganização dos sistemas corporais.

Mas aquela experiência trouxe algo ainda mais profundo: a clareza de que muitas pessoas não precisam apenas tratar dores, mas reaprender a viver com presença. Foi nesse processo que começou a nascer em mim o que hoje chamo de MODO VIVER. Um convite para sair da sobrevivência, voltar a essência e reconhecer aquilo que realmente faz sentido. Reconhecendo que viver não é apenas dar conta da vida, mas voltar a habitá-la com presença.

Porque quando o corpo volta a sentir, algo dentro de nós naturalmente começa a se reorganizar. E, muitas vezes, é nesse retorno ao simples que a vida volta a fluir.

Cristiane S Gonçalves – Fisioterapeuta, especialista em movimento consciente e reconexão corporal

Instagram: @soucristianesg 

@conectaromundo

@acrisdoflow

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Footer

Assine a Revista Acontece Mais e tenha informações atualizadas sobre pessoas e instituições de destaque na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, conteúdos de qualidade, agregando conhecimentos em diversas áreas.

Nothing Found