Violência obstétrica: o que é, como identificar e como denunciar

Violência obstétrica: o que é, como identificar e como denunciar

Procedimentos desnecessários ou não autorizados pela gestante se encaixam no quadro de violência obstétrica. Paciente não pode ser desrespeitada ou não informada sobre quaisquer procedimentos.

Por Acontece Mais 13/12/2021 - Atualizado em 13/12/2021

Um áudio vazado de uma conversa íntima mostra a influencer digital Shantal Verdelho acusando o médico obstetra Renato Kalil de cometer violência obstétrica durante o parto de sua segunda filha, em setembro de 2021. Ela afirma que o médico usou palavrões durante o parto e expôs sua intimidade para o pai da criança, Mateus Verdelho, durante o procedimento e também para terceiros.

É importante ressaltar que a violência obstétrica pode ocorrer durante o período de gestação, no parto ou pós-parto.

O que é violência obstétrica?

Violência obstétrica é o termo utilizado para caracterizar abusos sofridos por mulheres quando procuram serviços de saúde durante a gestação, na hora do parto, nascimento ou pós-parto. Os maus tratos podem incluir violência física ou psicológica, podendo fazer da experiência do parto um momento traumático para a mulher ou o bebê.

A violência obstétrica está relacionada não apenas ao trabalho de profissionais de saúde, mas também a falhas estruturais de clínicas, hospitais e do sistema de saúde como um todo.

Como identificar?

Existem diversas formas de o serviço de saúde ser prejudicial à mulher durante a gestação ou no puerpério, desde intimidação ou agressão verbal ao negligenciamento de tratamentos.

Procedimentos desnecessários ou não autorizados pela gestante também se encaixam no quadro de violência obstétrica. A paciente não pode ser desrespeitada ou não informada sobre quaisquer procedimentos.

Entre os exemplos:

  • Abusos físico, sexual ou verbal;
  • Discriminação por idade, raça, classe social ou condições médicas;
  • Más condições do sistema de saúde, como falta de recursos;
  • Recusa na oferta de tratamentos à gestante ou ao bebê;
  • Não informar a paciente sobre procedimentos ou desrespeitar a decisão da mesma.

Como denunciar?

A denúncia pode ser feita no hospital ou serviço de saúde em que a paciente foi atendida. Também na secretaria de saúde responsável pelo estabelecimento (municipal, estadual ou distrital) e nos conselhos de classe, Conselho Regional de Medicina (CRM) para médicos ou Conselho Regional de Enfermagem (COREN) para enfermeiros ou técnicos de enfermagem, por exemplo.

Para atendimento telefônico, ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou no 136 (Disque Saúde).

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