Quando o Silêncio Vira Risco: O Que o Caso Epstein Nos Ensina Sobre Proteger Nossas Crianças
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Quando o Silêncio Vira Risco: O Que o Caso Epstein Nos Ensina Sobre Proteger Nossas Crianças

Nos últimos dias, o mundo assistiu estarrecido às revelações envolvendo Jeffrey Epstein. O caso expôs uma rede estruturada de exploração sexual de adolescentes, sustentada por poder, influência e silêncio. Não se tratava apenas de um agressor isolado, mas de um sistema que se aproveitou da vulnerabilidade de meninas e da confiança social construída ao redor […]

Por admin 22/02/2026 - Atualizado em 22/02/2026

Nos últimos dias, o mundo assistiu estarrecido às revelações envolvendo Jeffrey Epstein. O caso expôs uma rede estruturada de exploração sexual de adolescentes, sustentada por poder, influência e silêncio. Não se tratava apenas de um agressor isolado, mas de um sistema que se aproveitou da vulnerabilidade de meninas e da confiança social construída ao redor de uma figura pública respeitada.

Quando olhamos para essa realidade distante, corremos o risco de pensar: “Isso acontece lá fora.” Mas os dados brasileiros nos impedem de ignorar o problema. Segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2025 o Brasil registrou mais de 84 mil pessoas desaparecidas. Aproximadamente 28% eram crianças e adolescentes — uma média de 66 menores desaparecendo todos os dias.

Desaparecimento não significa, necessariamente, tráfico sexual. Mas toda criança desaparecida entra imediatamente em zona de risco. Casos internacionais mostram que o abuso raramente começa com violência explícita. Ele costuma iniciar com aproximação, promessas, presentes, oportunidades e criação de segredos. Foi assim que redes de exploração conseguiram agir durante anos, inclusive com a participação de pessoas próximas, como Ghislaine Maxwell.

O alerta para pais e cuidadores não é viver em pânico, mas viver em consciência. Proteção começa no diálogo. Crianças precisam saber que seus corpos lhes pertencem, que podem dizer “não”, que segredos que causam medo não devem ser guardados. Precisam aprender que nenhum adulto pede ajuda a uma criança, que presentes não exigem silêncio e que sempre haverá um adulto seguro para ouvi-las.

É por isso que tenho dedicado meu trabalho à prevenção por meio da educação. No meu e-book e nos jogos educativos que desenvolvo, ensino famílias a conversar sobre limites, segurança e proteção de forma leve, didática e adequada a cada idade. A informação, quando transmitida com cuidado, não rouba a infância — ela fortalece.

Se você deseja aprender estratégias práticas para proteger seus filhos e alunos, pode me encontrar nas redes sociais e nos meus canais oficiais, onde compartilho orientações, materiais e recursos preventivos. Porque “Me Deixe Ser Criança” não é apenas um projeto. É um compromisso.

@aliny.psi
@medeixasercrianca

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