O FUTURO E O CRESCIMENTO DO E-COMMERCE: TEMPOS DE SE REINVENTAR

O FUTURO E O CRESCIMENTO DO E-COMMERCE: TEMPOS DE SE REINVENTAR

A prática que as empresas tiveram que aprender para se adaptar e se reinventar durante a pandemia.

Por Colaboradores 21/09/2020 - Atualizado em 30/10/2020

Depois de vermos as origens, o que é e a logística em atitudes e ações que temos em nossas vidas, agora abordaremos sobre uma das formas que as pessoas e negócios encontraram para continuar durante a quarentena e o distanciamento social que aconteceu no mundo por motivo da Covid19.

A vida contemporânea é cheia de termos oriundos do inglês, portanto, a utilização da palavra “e-commerce” ganhou um novo sentido depois da pandemia. A maioria dos negócios e acontecimentos mundiais tiveram que se adaptar e se reinventar passando a utilizar a plataforma online como alicerce de sua estrutura.

Para entendermos melhor, a palavra e-commerce é uma abreviação de electronic commerce, ou “comércio eletrônico”, em uma tradução literal. A utilização da letra “e” é para indicar algo que se dá na internet, semelhante a utilizada no famoso e-mail, que significa “correio eletrônico”.

O e-commerce, então, se refere as transações comerciais realizadas totalmente online. Desde a escolha do produto até a finalização do pedido, com o pagamento, onde todo o processo é realizado por meios digitais. Exemplos de grandes e-commerces são Amazon, Netshoes e Magazine Luiza. Sendo assim, o consumidor utiliza-se de plataformas digitais nos mais variados meios, como computadores, tablets e smartphones, onde basta apenas acessar a loja virtual, navegar por ela, escolher os produtos desejados, tendo a seu dispor os mais variados tipos de informações sobre eles e comprar os escolhidos.

Já para as lojas virtuais ou e-commerces, o processo é bem mais complexo, pois se inicia na montagem de sites, aplicativos e outros meios virtuais, onde acontece a inclusão de fotos e vídeos dos produtos a serem oferecidos, e como estes são anunciados virtualmente nas plataformas que funcionam como uma espécie de vitrine. Também devem incluir descrição e especificações, já que os clientes não terão um atendimento físico e necessitam do máximo de informações sobre cada item. A loja virtual precisa reunir esforços de marketing para divulgar os produtos e de atendimento ao cliente, incluindo relacionamento no pós-venda. A escolha da forma de pagamento, como boleto bancário, cartões de crédito e débito, dentre outros, é algo muito importante para a segurança de ambas as partes envolvidas no processo.

Neste tipo de negócio a única etapa física é a logística, com a separação, montagem dos kits comprados virtualmente e a entrega das encomendas à quem efetuou a compra. Para isso as lojas virtuais na sua grande maioria têm parcerias com fornecedores e transportadoras, estas passam a ser responsáveis pela coleta dos produtos em um ponto (podendo ser em qualquer lugar do mundo) e levando-os para um centro de distribuição, onde alguns dos maiores e-commerces têm seus pontos estratégicos, ou até mesmo podendo levar diretamente para o comprador final (vendedor para adquirente).

Precisamos entender que a logística e o processo logístico são muito importantes para o bom desempenho das empresas de e-commerce. A logística do comércio eletrônico é chamada, apropriadamente, de e-logística e é responsável por inúmeros pontos importantes do e-commerce, como por exemplo o controle de estoque, cálculo de frete, planejamento de vendas, empacotamento dos produtos e rastreamento dos pedidos enviados. Essas, são apenas algumas das funções envolvidas nesse tipo de serviço, sendo fundamentais para garantir uma boa experiência de compra e fidelização dos clientes. Assim sendo, a e-logística é uma etapa ou serviço que não pode ter imprudência, pois trata-se de um dos pontos mais importantes para as lojas virtuais, visto que, se não for bem trabalhada, pode colocar todo seu trabalho a perder.

As lojas virtuais, com seus e-commerces invadiram e conquistaram seu espaço no mercado de vendas, tendo a preferência de muitos consumidores, principalmente o público jovem, que são mais acostumados com a tecnologia e fazem suas compras pela internet, seja no computador, notebook ou até mesmo de seus smartphones, através de aplicativos móveis.

Uma pesquisa sobre logística promovida pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indica que 61% das lojas virtuais têm como problema principal o atraso nas entregas. Extravios, furtos e roubos são os principais problemas para 39% dos entrevistados, dentre outros. Precisamos lembrar que não se trata apenas de cuidar da entrega do produto, é importante ter um processo bem estruturado que garanta o máximo de eficiência para toda a operação, desde a gestão do estoque até a distribuição. Por isso o e-commerce precisa investir em logística para assegurar o crescimento de sua loja, a captação e, acima de tudo, a fidelização de clientes.

A pandemia e o isolamento social de grande parte da população contribuíram para a aceleração dessa forma de vendas. Muitos setores tiveram que se adaptar ou até mesmo se reinventar por causa das restrições ao comércio tradicional, onde esses vivenciaram o crescimento de suas vendas online nos primeiros dois meses de pandemia no Brasil. E isso fica claro quando observamos a pesquisa da Neotrust/Compre&Confie, onde estima-se que o e-commerce no Brasil teve 5,7 milhões de novos clientes entre abril e junho, meses de pico das medidas de distanciamento social e quando se percebe o aumento do tráfego nos principais sites nacionais de comércio eletrônico entre os meses de fevereiro e junho deste ano. Com isso houve paralelamente um aumento de frotas de caminhões nas empresas de transporte, além de fábricas de papéis para embalagens que tem notado uma crescente busca por seus produtos.

O e-commerce no Brasil deve faturar R$ 111 bilhões em 2020, de acordo com estudos da Kearney, consultoria global de gestão estratégica. O crescimento estimado é de 49%, comparado ao ano de 2019, quando o comércio eletrônico faturou R$ 75 bilhões. Segundo projeções, até o ano de 2024, os setores que mais devem crescer em vendas online são: alimentação, cuidados com pets, beleza e cuidados pessoais e eletrônicos. Quando considerados estes dados para o período de 2020 a 2024, a análise indica que os novos hábitos de consumo podem trazer aproximadamente R$ 69 bilhões em vendas adicionais ao e-commerce no país, na comparação com projeções anteriores à pandemia.

Com isso podemos afirmar que o comércio eletrônico, que já vinha crescendo e conquistando espaço no gosto do consumidor, consolida-se e chega a um novo patamar. No entanto, precisamos entender que não se trata de um movimento novo, apenas acelerado, pois o mercado brasileiro de comércio eletrônico já registrava índices de crescimento maiores que o do varejo tradicional há alguns anos, e a pandemia apenas apressou e concretizou essa tendência, particularmente para algumas categorias, como destacadas no parágrafo anterior.

É uma cadeia produtiva que une fabricantes, fornecedores, vendedores e compradores. Quanto mais canais de distribuição a empresa tiver com atacado, varejo, internet ou compra por encomenda, a logística será mais complexa e precisará de mais atenção, principalmente por parte de quem contrata o serviço, como por quem se utiliza dele, ou seja, o comprador do produto.

Como vimos, o planejamento logístico é uma das chaves fundamentais para o sucesso de um comércio eletrônico e espero que esta matéria tenha ajudado você a entender melhor a complexidade para esse tipo de negócio e a quantidade de fatores que devem ser levados em consideração.

Por Marcelo Gololo Nascimento

Fontes:
https://www.ecommercebrasil.com.br
https://administradores.com.br

https://canaltech.com.br
https://www.nuvemshop.com.br

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