“Juntadores”, poupadores ou investidores

“Juntadores”, poupadores ou investidores

A qual grupo você pertence?!

Por Acontece Mais 14/01/2022 - Atualizado em 14/01/2022

Antes de entrarmos no tema principal, gostaria de compartilhar os dados da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgados no dia 04 de novembro de 2021: aproximadamente 75% das famílias brasileiras estão atualmente endividadas.

Isto equivale a 12 milhões de lares, sendo que deste total, 25,6% já possuem contas em atraso e outros 10,1% afirmam não terem condições de honrar com os compromissos futuros.

             Então, se você chegou até aqui, tendo a possibilidade de, além de honrar com o pagamento de suas dívidas, conseguir ainda fechar a conta no azul e aumentar o seu patrimônio, meus parabéns! Você faz parte de um seleto grupo.

             Agora, será que você está juntando, poupando ou investindo dinheiro?!

             “Os Juntadores”: Dinheiro embaixo do colchão

Aqueles que guardam dinheiro em casa (sim isto ainda existe) ou que deixam os “investimentos” na conta corrente do banco fazem parte do grupo que junta recursos. Quem adota esta metodologia, está impactando em 100% o poder de compra do seu dinheiro já que “dinheiro embaixo do colchão” não possui nenhum tipo de rendimento e ainda está sendo totalmente corroído pela inflação.

“Os Poupadores”: Minha poupança, minha vida

Já o grupo dos poupadores utiliza a caderneta de poupança como principal forma de aplicação. Dados divulgados pela ANBIMA apontam que praticamente 40% dos brasileiros ainda usam essa ferramenta. Aqui o impacto é menor que no primeiro grupo, já que os poupadores projetam um rendimento de 6,17% a.a. + TR para os próximos 12 meses, visto que a Taxa Selic encontra-se atualmente em patamares superiores a 8,50% a.a.

Sempre que a Taxa Selic é igual ou inferior a 8,50% a.a., a poupança rende 70% desta taxa mais TR. Quando a taxa básica de juros está acima de 8,50% a.a. é que a aplicação paga a sua tradicional remuneração de 6,17%a.a. mais TR. Esta regra é válida desde maio de 2012.

   Fonte: Anbima. Poupança ainda representa cerca de 40% dos investimentos totais dos brasileiros

“Os Investidores”: Adaptando a carteira de acordo com seu momento de vida

   Por fim, temos o grupo dos investidores, que podem ter diferentes objetivos e metas, de acordo com as fases de carreira e momento de vida.

Para os mais jovens, o foco pode ser o acúmulo ou ainda a multiplicação do patrimônio. Nestes casos, o investidor precisará assumir maiores riscos para que tenha a possibilidade de obter melhores retornos. O foco principal deste tipo de carteira deverá ser de longo prazo. Isto não quer dizer que todo o portfólio deverá ser exposto a investimentos mais agressivos, já que, apesar do objetivo principal de multiplicação de patrimônio, existem metas intermediárias, de médio e curto prazo, assim como a necessidade de uma reserva de oportunidades.

Uma boa forma de estruturar a distribuição dos investimentos é utilizando a “regra dos 100”, para aqueles com perfil mais agressivo, ou a “regra dos 80” para os mais conservadores. Para ambos os casos basta diminuir a sua idade e assim saberá o percentual de renda variável que a sua carteira deve ter. Por exemplo, para uma pessoa de 35 anos, usando a “regra dos 80” (mais conservadora), o investidor deverá possuir 45% da carteira em ativos de renda variável, enquanto na “regra dos 100”, este percentual sobe para 65%.

Uma boa combinação de fundos de ações nacionais, com fundos de ações internacionais e uma leve apimentada de criptomoedas, para os mais agressivos, tende a trazer bons frutos em um horizonte de longo prazo. O restante da carteira traria ainda a reserva de oportunidades, assim como a combinação de títulos públicos e/ou ativos de renda fixa para os objetivos de curto e médio prazo.

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