É em casa que tudo começa
A violência contra a mulher não surge de repente, nem nasce adulta. Ela começa cedo, muito antes do primeiro grito ou do primeiro golpe. Começa dentro de casa, nos exemplos diários, nas palavras ditas sem cuidado, nas brincadeiras toleradas, nos silêncios que educam mais do que qualquer sermão. Homens violentos não surgem do nada: eles […]
Por admin 09/12/2025 - Atualizado em 09/12/2025
A violência contra a mulher não surge de repente, nem nasce adulta. Ela começa cedo, muito antes do primeiro grito ou do primeiro golpe. Começa dentro de casa, nos exemplos diários, nas palavras ditas sem cuidado, nas brincadeiras toleradas, nos silêncios que educam mais do que qualquer sermão. Homens violentos não surgem do nada: eles são formados.
Eduquem seus filhos. Ensinem os meninos, desde pequenos, que mulheres devem ser respeitadas. Que colega não é conquista, que corpo não é brincadeira, que intimidade não é troféu. Ensinem que não existe amor sem respeito e que nenhum tipo de exposição, controle ou humilhação é aceitável. Isso não é discurso ideológico, é formação de caráter. É educação básica.
Quando um garoto cresce vendo o desrespeito ser normalizado, a agressão ser relativizada e a violência ser silenciada, ele aprende, mesmo que ninguém diga nada. E o que se aprende na infância vira comportamento na vida adulta. Casos extremos, como agressões brutais ou exposições íntimas de meninas como aconteceram nesses últimos dias, são o reflexo tardio de uma sociedade que falhou no começo do processo.
A escola ajuda. A lei pune. Mas é em casa que tudo começa. É ali que se ensina o limite, a empatia, o cuidado com o outro. É ali que se constrói, ou se “destrói” o senso de humanidade de uma criança.
No fim, não há mistério. O adulto apenas repete o que a criança presenciou, ouviu e absorveu. E se quisermos um futuro menos violento para as mulheres, precisamos começar formando melhor os homens, hoje, ainda pequenos.
Opinião por Douglas Freitas
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