DRA. SARITA SANTOS: ONCOLOGIA COM ACOLHIMENTO, EMPATIA E QUALIDADE DE VIDA
POR CAMILLA COMPAGNONI | FOTOS MONIQUE FOTOSUL Oncologista clínica e preceptora da Unipampa, com pós-graduação em cuidados paliativos, integra ciência e acolhimento em todas as fases do tratamento. Com 17 anos de experiência, residência em Clínica Médica e Oncologia Clínica pela UFSM e pós-graduação em Cuidados Paliativos em Porto Alegre, a Dra. Sarita Santos desembarcou […]
Por admin 23/03/2026 - Atualizado em 23/03/2026
POR CAMILLA COMPAGNONI | FOTOS MONIQUE FOTOSUL
Oncologista clínica e preceptora da Unipampa, com pós-graduação em cuidados paliativos, integra ciência e acolhimento em todas as fases do tratamento.
Com 17 anos de experiência, residência em Clínica Médica e Oncologia Clínica pela UFSM e pós-graduação em Cuidados Paliativos em Porto Alegre, a Dra. Sarita Santos desembarcou em Uruguaiana em 2023, trazendo na bagagem conhecimento, dedicação e um amor profundo pela oncologia.
A mudança para a cidade foi também um projeto de vida em família: ao lado do marido, que atua como médico pediatra, encontrou na Fronteira Oeste um novo lar e um espaço para crescer juntos, cada um em sua vocação de cuidar.
Vinda de Cachoeira do Sul, trouxe consigo não apenas sólida formação e vivência hospitalar, mas também uma paixão pela oncologia que se reflete em cada gesto.
Na Santa Casa encontrou terreno fértil para unir ciência e sensibilidade, construindo vínculos de confiança que rapidamente a tornaram referência entre pacientes, familiares e colegas.
Sua marca vai além da competência técnica: está no olhar atento, na escuta presente e na forma calorosa de acolher cada história de vida.
Além de oncologista, Sarita é preceptora do curso de Medicina da Unipampa, transmitindo aos alunos uma lição que repete com convicção:
“A oncologia não é sinônimo de fim, mas de cuidado, esperança e presença.”
Seu grande diferencial está no olhar atento ao cuidado paliativo, paixão que a levou a ser convidada como palestrante no Congresso Gaúcho de Cuidados Paliativos.
Ela faz questão de esclarecer:
“Paliar não é abandono. É suporte desde o diagnóstico de uma doença grave, para controlar sintomas, dar qualidade de vida e permitir que o paciente siga o tratamento com dignidade e conforto.”
Apaixonada pela oncologia desde a residência em Santa Maria, Sarita admite o peso emocional da especialidade:
“É difícil, é pesado, mas nunca encontrei nada que despertasse o mesmo amor.”
Para ela, a essência da profissão está em estar presente nos momentos mais delicados:
“Quando uma família vai embora sem o seu ente querido e mesmo assim volta apenas para agradecer, sabemos que fizemos a diferença.”
Ao mesmo tempo, celebra cada vitória: pacientes que venceram a doença e retornaram à vida normal.
“Adoro dizer: não me volta mais aqui!”, brinca.
Para ela, o câncer se torna apenas um capítulo encerrado na história do paciente — e é emocionante poder testemunhar o início de um novo ciclo.
Além da prática médica e da docência, a oncologista também encontrou nas redes sociais um espaço para dialogar com um público maior.
Há alguns anos, dedica-se ao perfil profissional @saritaqb, no Instagram, onde divulga informações sobre oncologia clínica, cuidados paliativos e qualidade de vida, reforçando sua missão de levar conhecimento acessível e confiável para além das paredes do consultório.
Equilibrando emoção e técnica, Sarita aprendeu a valorizar o essencial:
“O oncologista tem um lugar privilegiado. Ao conviver com o sofrimento do outro, aprende a enxergar a vida como um milagre diário.”
E é justamente essa visão que ela leva para cada consulta, cada conversa e cada família que acompanha.
Para a Dra. Sarita, a oncologia não é apenas uma especialidade médica – é um ato de amor e presença.
É estar ao lado, mesmo quando a ciência encontra limites, e mostrar que sempre há algo a oferecer: um gesto de cuidado, uma palavra de esperança, um caminho de dignidade.
No olhar grato de seus pacientes e familiares ela encontra o maior reconhecimento de sua carreira.
Mais do que salvar vidas, sua missão é transformar histórias, tornando cada jornada menos solitária e mais humana.
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