Comunidade árabe-palestina de Uruguaiana realizou protesto contra a violência no Oriente Médio

Comunidade árabe-palestina de Uruguaiana realizou protesto contra a violência no Oriente Médio

O movimento ocorreu não só na cidade mas também em outras que possuem habitantes árabes palestinos, como uma tentativa de mostrar aos residentes do país que aqui no Brasil, estão juntos orando para que tudo ocorra da melhor forma possível, pacificamente.

Por Acontece Mais 19/05/2021 - Atualizado em 19/05/2021

Palestina e Israel entraram na segunda semana de conflitos após o governo de Benjamin Netanyahu ameaçar despejar famílias palestinas de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental. Membros da comunidade realizaram protestos em Uruguaiana contra os bombardeios e confrontos que estão ocorrendo na terra santa. 

A cidade, que tem uma das maiores comunidades de árabes palestinos no Rio Grande do Sul (aproximadamente 300 pessoas), foi palco de manifestações pacíficas na tarde de segunda-feira (17). Os comerciantes da comunidade fecharam as lojas a partir das 11h e colocaram cartazes em alusão à manifestação em suas fachadas, após isso, percorreram as principais ruas da cidade em uma carreata que teve início próximo ao Colégio Estadual Dom Hermeto. Foram reunidos cerca de 70 carros com o intuito de chamar atenção para os ocorridos, mostrar o quão descontentes estão e pedir paz para todo o território palestino, principalmente na faixa de Gaza.

Imagem registrada por Kays Walid Abur

“Esta nossa carreata ordeira realizada em Uruguaiana prova quem somos! Somos extremistas da paz e do amor! Nossas Crianças querem ser livres como qualquer criança do mundo! Nossos jovens querem exercer suas profissões, como qualquer profissional do mundo! Os cidadãos palestinos querem viver em suas casas e terras como qualquer cidadão do mundo vive em liberdade!” Esta foi a fala de Read Barakat, manifestante e presidente do Sindilojas de Uruguaiana.

O conflito, que completou 73 anos em 2021, está no momento mais intenso desde 2014 e faz dos civis as maiores vítimas, foi citado pela ONU (Organização das Nações Unidas) que alertou que os acontecimentos podem levar a “uma guerra em grande escala”.

O presidente da Sociedade Beneficente Árabe Palestina de Uruguaiana, Nasser Rahman, explica que o movimento ocorreu não só na cidade mas também em outras que possuem habitantes árabes palestinos, como uma tentativa de mostrar aos residentes do país que aqui no Brasil, estão juntos orando para que tudo ocorra da melhor forma possível, pacificamente.

O estudante de 19 anos Kays Walid Abur, que participou da manifestação, é descendente direto de palestinos e tem família por lá, diz que com o movimento sentiu como se estivesse apoiando o próprio país, pois mesmo sendo brasileiro, segue a cultura e têm forte influência da região. 

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