Com baixa adesão, vacinação contra a gripe entra na terceira fase

Com baixa adesão, vacinação contra a gripe entra na terceira fase

A terceira e última fase da campanha começa na próxima quarta-feira

Por Acontece Mais 08/06/2021 - Atualizado em 08/06/2021

A imunização na segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a gripe, dedicada a idosos com mais de 60 anos e professores, registrou baixa adesão da população até seu último dia. A expectativa era que nessa fase até 33 milhões de pessoas fossem vacinadas, porém segundo o Vacinômetro do Ministério da Saúde, apesar de mais de 58,3 milhões de doses já terem sido distribuídas aos 26 estados brasileiros e ao Distrito Federal, a meta está longe de ser atingida. Tendo em todo o território brasileiro apenas cerca de 22,1 milhões de pessoas imunizadas.

Diante desse cenário, inicia-se nesta quarta-feira (9), a terceira e última fase da campanha que abrange cerca de 22 milhões de pessoas. Os alvos nesta etapa são os integrantes das Forças Armadas, de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.

Na primeira etapa da campanha, que teve início em 12 de abril e foi voltada para crianças de seis meses a seis anos, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde, gestantes e mulheres puérperas (que estão no período de até 45 dias após o parto), a adesão também foi abaixo do esperado. Apenas 6,9 milhões das 27,3 milhões de doses distribuídas foram aplicadas, o que representa 25% de adesão.

A expectativa do Ministério da Saúde é que até o fim da campanha, no dia 9 de julho, sejam distribuídas 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, com o intuito de imunizar um público-alvo de 79,7 milhões de pessoas. Desse total, até agora, 28,3% do público foi alcançado.

Como estão ocorrendo simultaneamente duas campanhas de vacinação, a da gripe e da covid-19, a orientação do Ministério da Saúde é que a imunização contra o novo coronavírus seja priorizada nos grupos liberados para receber essa vacina. Nesses casos, a vacina influenza deve ser tomada depois, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias as duas.

Vale lembrar que a medida mais eficaz para prevenir a influenza grave e suas complicações é a vacinação. Como os vírus da gripe estão em constante mudança, é necessário o desenvolvimento de novas vacinas a cada ano, todas específicas para a cepa (tipo) do vírus que está circulando. No caso do Brasil, essas vacinas são produzidas pelo Instituto Butantã.

As outras importantes ações preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde são as mesmas que comprovadamente funcionam também contra a covid-19: limpar as mãos regularmente, evitar tocar nos olhos, nariz ou boca; manter distanciamento físico de outras pessoas; cobrir a boca e o nariz com o cotovelo ao tossir ou espirrar, inclusive de máscara.

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