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A PARRILLA ESTÁ VIRANDO MANIA NACIONAL

Conheça as particularidades da parrilla, que se tornou mania nacional após tomar conta das casas e conquistar o paladar dos brasileiros.

Por Douglas Parrillero 07/11/2020 - Atualizado em 07/11/2020

Pois é amigos, a cultura uruguaia e argentina invadiu o Brasil. São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a aderir às grelhas. Nós, gaúchos, fomos mais resistentes a essa evolução, mas depois que provamos e aprovamos, o nosso paladar não dá volta. Por isso a parrilla tomou conta das casas, condomínios e áreas de lazer em geral, e se tornou mania nacional.

Algumas particularidades a diferem de uma churrasqueira normal. A churrasqueira convencional é um poço, onde se faz fogo lá embaixo e se precisa de muito calor concentrado e labaredas para cocção da proteína.

Já a parrilla é aberta na frente, o que nos permite ter um campo de visão e uma área de trabalho melhor. Também usamos apenas as brasas para assar, sem labareda alguma. 

Outra diferença é que, manipulamos a proteína o menos possível e não a furamos com espetos, assim como não ficamos virando sem necessidade. Um dos segredos é ter paciência e tocá-la só quando necessário. 

Os acompanhamentos seguiram essa evolução. São mais leves do que os tradicionais banquetes que enchiam a mesa. Hoje, os legumes braseados, molho chimichurri, salsas e saladas verdes caem muito bem com nosso prato principal. O que permite que a gente vá saboreando aos poucos e por longas horas. Isso tudo cumprindo o principal intuito desse universo, que é a confraternização. 

Experiências

Às vezes penso que isso tudo é apenas uma saborosa desculpa, para que possamos nos reunir e falar de coisas boas. Hoje escrevo a coluna direto da linda e charmosa Campos do Jordão (SP). Estou aqui para ministrar um curso de três dias, junto com meu colega e mestre dos cortes Neto Leal.

Aproveitando a viagem, também fizemos um workshop na capital paulista, acompanhados do nosso ajudante, motorista e divertidíssimo Cristiano (Katega), que está conosco na foto abaixo. 

A parrilla nos proporciona conhecer esses lugares, pessoas e fazer novas amizades. Não é atoa que ela se tornou uma mania nacional.

Também estou aproveitando para conhecer parrillas, steak houses, butiques de carnes. Com isso posso ganhar mais conhecimento e estar sempre inovando no atendimento aos clientes e alunos.

Lugares que visitei: Quintal deBetti, Bark & Crust (Daniel Lee), The Meat Casa de Carnes, Meatbox Casa de Carnes.

Por Douglas Parrillero

Profundo conhecedor do tradicionalismo, Douglas Nunes já participou de rodeios por todo o Estado e quando resolveu empreender não pensou duas vezes: uniu a paixão pela cultura gaúcha aos negócios. Lançou a loja Armazém Criollo, em São Gabriel, e expandiu seu trabalho para a casa de carnes nobres e cervejas especiais La Bodega. Conforme os clientes e amigos chegavam, começava a preparar alguns cortes ali mesmo para recebê-los com a tradicional hospitalidade gaúcha. Descobriu o gosto pelo assado argentino e uruguaio e foi estudar a arte da parrilla em Buenos Aires. Desde então se consolidou como referência em preparo de carnes na brasa, fogo de chão e técnicas diferenciadas como o varal e o infernillo.

Além de apresentar seus pratos na parrilla La Bodega, viaja pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil ministrando cursos sobre técnicas de preparo de carnes e acompanhamentos. Também presta consultoria para restaurantes, parrillas e varejo de carnes especiais. Nesse espaço, Douglas fala sobre as novidades do mercado de carnes, as técnicas de preparo que desenvolve ou aperfeiçoa e também compartilha um pouco de seu dia a dia percorrendo cidades, estados e encontrando amantes da culinária e de um bom assado por onde quer que vá. Histórias embaladas pelo chiado daquele naco generoso encostando na grelha.

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