Amanda Tainá: da maquiagem de debutante ao estúdio dos sonhos
Criada dentro de um salão, a maquiadora uruguaianense transformou a paixão pela beleza em carreira consolidada e inspiração para quem deseja viver do próprio talento Amanda Tainá cresceu entre espelhos, escovas e batons. Criada pela avó, que comandou um salão por 15 anos, ela foi moldada desde cedo pelo universo da beleza. “Cresci vendo minha […]
Por admin 23/12/2025 - Atualizado em 23/12/2025
Criada dentro de um salão, a maquiadora uruguaianense transformou a paixão pela beleza em carreira consolidada e inspiração para quem deseja viver do próprio talento
Amanda Tainá cresceu entre espelhos, escovas e batons. Criada pela avó, que comandou um salão por 15 anos, ela foi moldada desde cedo pelo universo da beleza. “Cresci vendo minha avó arrumar noivas, debutantes, e me encantei por esse mundo”, conta. A paixão virou profissão quando, aos 15 anos, não encontrou uma maquiadora com quem se identificasse para o seu próprio aniversário — e decidiu fazer sozinha.
Com o dinheiro que usaria na produção, comprou seus primeiros produtos e praticou todos os dias até chegar no resultado perfeito. A partir dali, as amigas começaram a pedir maquiagem para festas e Amanda encontrou sua vocação. Foi uma das primeiras em Uruguaiana a postar tutoriais, vídeos e desafios nas redes sociais, ganhando visibilidade e incentivando outras jovens a se expressarem pela maquiagem.
O amor virou profissão de verdade quando começou a atender em salões e, depois de dois anos, abriu o próprio estúdio em casa. Ali, pôde imprimir sua identidade, criar maquiagens elaboradas e valorizar detalhes que poucos profissionais locais exploravam. As parcerias com blocos de carnaval e editoriais criativos foram essenciais para mostrar sua técnica. “Eu gosto de mostrar o meu trabalho como ele é: com realidade e perfeição”, afirma.
Mas nem tudo foi fácil. Vinda de uma família simples, Amanda enfrentou a desvalorização da profissão. Investiu em cursos caros, em bons produtos, e teve que provar que seu serviço valia o preço. “As pessoas procuravam maquiagem barata e rápida, mas eu sabia o valor do meu trabalho”, diz. Hoje, consolidada, cobra entre R$ 130 e R$ 190, e oferece uma experiência completa: acolhimento, técnica e durabilidade.
Além do estúdio, Amanda é fundadora da Glossy, sua loja de maquiagem, que nasceu da percepção de que suas clientes queriam retocar o visual depois do atendimento. Hoje, a loja física e online movimenta sua renda mesmo em dias sem atendimento. “Foi a combinação perfeita entre negócio e necessidade real”, celebra.
Com mais de sete anos de experiência, Amanda vê a maquiagem como propósito de vida. Ela quer expandir sua atuação como influenciadora, ministrar cursos e workshops em outras cidades, e mostrar que é possível ir além da bancada. “Não vejo a maquiagem como algo passageiro. É o que eu amo fazer, e quero crescer muito ainda.”
Para quem sonha em seguir na área, Amanda é direta: “Organize-se financeiramente, valorize seu trabalho e mostre-se nas redes. A vergonha não paga boleto — e ninguém vai reconhecer um talento escondido”.
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