DOUTORAS SARITA SANTOS E FERNANDA PAIM DE ANDRADE:
A ONCOLOGIA HUMANIZADA QUE UNE CIÊNCIA, EMPATIA E ESPERANÇA Na Santa Casa de Uruguaiana, a oncologia clínica ganha novos contornos com a atuação conjunta das médicas Sarita Santos e Fernanda Paim de Andrade. Mais do que tratamento, elas oferecem acolhimento, cuidado integral e a certeza de que ninguém caminha sozinho diante de um diagnóstico de […]
Por admin 21/03/2026 - Atualizado em 21/03/2026
A ONCOLOGIA HUMANIZADA QUE UNE CIÊNCIA, EMPATIA E ESPERANÇA
Na Santa Casa de Uruguaiana, a oncologia clínica ganha novos contornos com a atuação conjunta das médicas Sarita Santos e Fernanda Paim de Andrade. Mais do que tratamento, elas oferecem acolhimento, cuidado integral e a certeza de que ninguém caminha sozinho diante de um diagnóstico de câncer
POR CAMILLA COMPAGNONI
FOTOS RENA LOPES
Dra. Sarita Santos e Dra. Fernanda Andrade Duas trajetórias unidas pela inovação e pela sensibilidade no cuidado oncologico.
Uruguaiana abriga hoje um dos serviços de oncologia mais estruturados da fronteira oeste, referência para uma população de cerca de 500 mil pessoas.
Na Santa Casa, o atendimento alia ciência, tecnologia e humanidade, oferecendo tanto assistência pelo SUS quanto por convênios privados – realidade ainda pouco conhecida pela comunidade.
À frente do setor estão as oncologistas Dra. Fernanda Paim de Andrade e Dra. Sarita Santos, profissionais que se complementam em suas especialidades e compartilham o compromisso de garantir cuidado integral aos pacientes.
Juntas, elas simbolizam um novo tempo na oncologia local: mais acolhedor, ágil e alinhado aos avanços científicos mundiais.
Como elas mesmas reforçam,
“ninguém está sozinho nesse processo”.
Aqui, pacientes e famílias encontram não apenas tratamento, mas também companhia, orientação e esperança.
Esse suporte é ampliado pela chamada
“equipe do bem”, formada por profissionais que, mesmo sem um núcleo paliativo formal, unem forças de diferentes áreas — nutrição, psicologia, enfermagem e assistência social — para garantir que cada paciente seja acompanhado de maneira integral.
E é importante destacar: cuidado paliativo não significa fim de vida. Pelo contrário, é um suporte que pode ser iniciado desde o diagnóstico de uma doença grave, auxiliando no controle da dor, dos sintomas e no suporte emocional, social e jurídico do paciente e de sua família.
Para as médicas, trata-se de uma forma de prolongar o bem-estar, oferecer dignidade e permitir que o tratamento seja mais eficaz e humano em todas as etapas.
DRA. FERNANDA PAIM DE ANDRADE:
ONCOLOGIA COM EMPATIA, CIENCIA E ESPERANÇA
POR CAMILLA COMPAGNONI | FOTOS RENA LOPES
Primeira oncologista clínica de Uruguaiana, construiu uma trajetória marcada por coragem, atualização científica e vínculos de confiança que humanizam o tratamento do câncer.
Natural de Vacaria, formada em Medicina pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, com residência em Medicina Interna (Caxias do Sul) e Oncologia Clínica (Santa Maria), a Dra. Fernanda Paim de Andrade chegou a Uruguaiana em 2017, tornando-se a primeira oncologista clínica da cidade.
Encontrou, porém, um cenário que poderia desanimar qualquer profissional: um serviço precário, desatualizado e distante das normas ideais de conforto e segurança.
Em vez de recuar, ela escolheu recomeçar. Com coragem, mobilizou pacientes, familiares e a comunidade em uma verdadeira corrente de solidariedade que viabilizou, por meio de doações, a reforma completa do setor.
O espaço limitado deu lugar a um ambiente moderno, iluminado e acolhedor, pensado para receber pessoas que enfrentam uma das fases mais delicadas de suas vidas.
Cada detalhe da nova oncologia carrega o simbolismo dessa transformação.
“Não começamos do zero, começamos do negativo. Hoje, cada vez que entro ali, me emociono, porque sei que esse lugar é fruto de muita luta e esperança”, confessa a médica, com o orgulho de quem vê no espaço físico um reflexo da missão de sua vida: cuidar de
Para Fernanda, cuidar de pacientes com câncer sempre foi mais do que uma escolha profissional – foi um verdadeiro chamado.
Ainda na adolescência, descobriu sua vocação e direcionou todo o caminho acadêmico para tornar-se especialista nessa área.
Ao longo da formação, encontrou no exercício diário algo que confirma sua decisão: a construção de uma relação de confiança rara na medicina.
“É a conexão médico-paciente mais bonita que existe. O oncologista não é apenas quem prescreve, mas quem caminha junto. Somos aliados do paciente e da familia, partilhando medos, conquistas e gratidão em cada etapa.”
Sua prática é pautada pela filosofia de uma oncologia leve, humana e descomplicada.
Ela combate o estigma de que câncer é sinônimo de morte:
“Cuidar é sempre possível. Nunca existe a frase não ha mais nada a fazer. Sempre há alívio, acolhimento e orientação. O paciente nunca está sozinho.”
Fernanda também atuou como preceptora, formando novos médicos e desmistificando a oncologia entre os estudantes:
“O principal é mostrar que o câncer não é sinônimo de finitude. E ensinar que suspeitar e diagnosticar cedo é salvar vidas.”
A médica equilibra a emoção da profissão com fé, terapia e diz encontrar sentido em cada olhar de gratidão.
“Esse olhar só o oncologista conhece. É um privilégio que nenhum outro profissional vive.”
DRA. SARITA SANTOS:
ONCOLOGIA COM ACOLHIMENTO, EMPATIA E QUALIDADE DE VIDA
POR CAMILLA COMPAGNONI | FOTOS MONIQUE FOTOSUL
Oncologista clínica e preceptora da Unipampa, com pós-graduação em cuidados paliativos, integra ciência e acolhimento em todas as fases do tratamento.
Com 17 anos de experiência, residência em Clínica Médica e Oncologia Clínica pela UFSM e pós-graduação em Cuidados Paliativos em Porto Alegre, a Dra. Sarita Santos desembarcou em Uruguaiana em 2023, trazendo na bagagem conhecimento, dedicação e um amor profundo pela oncologia.
A mudança para a cidade foi também um projeto de vida em família: ao lado do marido, que atua como médico pediatra, encontrou na Fronteira Oeste um novo lar e um espaço para crescer juntos, cada um em sua vocação de cuidar.
Vinda de Cachoeira do Sul, trouxe consigo não apenas sólida formação e vivência hospitalar, mas também uma paixão pela oncologia que se reflete em cada gesto.
Na Santa Casa encontrou terreno fértil para unir ciência e sensibilidade, construindo vínculos de confiança que rapidamente a tornaram referência entre pacientes, familiares e colegas.
Sua marca vai além da competência técnica: está no olhar atento, na escuta presente e na forma calorosa de acolher cada história de vida.
Além de oncologista, Sarita é preceptora do curso de Medicina da Unipampa, transmitindo aos alunos uma lição que repete com convicção:
“A oncologia não é sinônimo de fim, mas de cuidado, esperança e presença.”
Seu grande diferencial está no olhar atento ao cuidado paliativo, paixão que a levou a ser convidada como palestrante no Congresso Gaúcho de Cuidados Paliativos.
Ela faz questão de esclarecer:
“Paliar não é abandono. É suporte desde o diagnóstico de uma doença grave, para controlar sintomas, dar qualidade de vida e permitir que o paciente siga o tratamento com dignidade e conforto.”
Apaixonada pela oncologia desde a residência em Santa Maria, Sarita admite o peso emocional da especialidade:
“É difícil, é pesado, mas nunca encontrei nada que despertasse o mesmo amor.”
Para ela, a essência da profissão está em estar presente nos momentos mais delicados:
“Quando uma família vai embora sem o seu ente querido e mesmo assim volta apenas para agradecer, sabemos que fizemos a diferença.”
Ao mesmo tempo, celebra cada vitória: pacientes que venceram a doença e retornaram à vida normal.
“Adoro dizer: não me volta mais aqui!”, brinca.
Para ela, o câncer se torna apenas um capítulo encerrado na história do paciente — e é emocionante poder testemunhar o início de um novo ciclo.
Além da prática médica e da docência, a oncologista também encontrou nas redes sociais um espaço para dialogar com um público maior.
Há alguns anos, dedica-se ao perfil profissional @saritaqb, no Instagram, onde divulga informações sobre oncologia clínica, cuidados paliativos e qualidade de vida, reforçando sua missão de levar conhecimento acessível e confiável para além das paredes do consultório.
Equilibrando emoção e técnica, Sarita aprendeu a valorizar o essencial:
“O oncologista tem um lugar privilegiado. Ao conviver com o sofrimento do outro, aprende a enxergar a vida como um milagre diário.”
E é justamente essa visão que ela leva para cada consulta, cada conversa e cada família que acompanha.
Para a Dra. Sarita, a oncologia não é apenas uma especialidade médica – é um ato de amor e presença.
É estar ao lado, mesmo quando a ciência encontra limites, e mostrar que sempre há algo a oferecer: um gesto de cuidado, uma palavra de esperança, um caminho de dignidade.
No olhar grato de seus pacientes e familiares ela encontra o maior reconhecimento de sua carreira.
Mais do que salvar vidas, sua missão é transformar histórias, tornando cada jornada menos solitária e mais humana.
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