A trajetória da fisioterapeuta Maria Antonieta Paiva Etchegaray Bermúdez
Maria Antonieta carrega uma história de dedicação familiar e vocação precoce. Filha da esteticista de renome Miriam Paiva e afilhada do saudoso Dr. Arthur Guglielmone, cresceu dentro da clínica fundada pela mãe há quase quatro décadas, acompanhando atendimentos e se apaixonando pela área desde cedo. “Eu fui criada embaixo de uma maca”, brinca. Formou-se em […]
Por admin 19/03/2026 - Atualizado em 19/03/2026
Maria Antonieta carrega uma história de dedicação familiar e vocação precoce. Filha da esteticista de renome Miriam Paiva e afilhada do saudoso Dr. Arthur Guglielmone, cresceu dentro da clínica fundada pela mãe há quase quatro décadas, acompanhando atendimentos e se apaixonando pela área desde cedo. “Eu fui criada embaixo de uma maca”, brinca.
Formou-se em Fisioterapia pela PUC/RS em 2016 e, no mesmo ano, ingressou na especialização em Fisioterapia Dermatofuncional, concluída após dois anos e meio de estudo intenso. Desde então, retornou a Uruguaiana com o propósito de aplicar técnicas atualizadas e inovadoras no cuidado dos pacientes.
“Cresci vendo minha mãe trabalhar com pós-operatório e percebi que queria seguir esse caminho. Na faculdade, encontrei professores que me inspiraram a aprofundar na área da cicatrização, do laser e do cuidado pós-operatório. Hoje consigo unir ciência, tecnologia e acolhimento para proporcionar resultados que realmente fazem diferença.”
Diferencial no pós-operatório
O grande foco do trabalho de Maria Antonieta é o pós-operatório de cirurgias plásticas, especialmente em parceria com a equipe local de cirurgia estética. Sua atuação inicia já no bloco cirúrgico, com a aplicação imediata de laserterapia e taping, técnicas que reduzem edemas, hematomas e aceleram a cicatrização.
O laser, que combina os parâmetros infravermelho (ação anti-inflamatória) e vermelho (cicatrizante), atua diretamente na qualidade da cicatriz, tornando-a mais fina e clara. Já o taping, uma bandagem elástica aplicada estrategicamente, promove contenção e reorganização dos tecidos, diminuindo riscos de seroma, fibrose e outras complicações.
“Não existe receita pronta para o pós-operatório”, explica. “Cada paciente chega de uma forma, cada cirurgia tem suas particularidades. Meu papel é adaptar protocolos para garantir que o corpo responda da melhor maneira, com segurança e resultados sustentáveis.”
Inovação e tecnologia
Sempre atenta aos avanços da área, Maria Antonieta traz para a prática local técnicas de ponta que já são tendência em congressos nacionais e internacionais. Entre elas estão as flat bumps, placas com microbolhas que aceleram a microcirculação, e a terapia ILIB, que aplica laser vermelho diretamente na artéria radial, promovendo efeitos sistêmicos de cicatrização.
Além disso, recursos como botas pneumáticas de compressão, a nova tecnologia Smartlux, exercícios respiratórios pós-anestesia e protocolos de mobilização tecidual funcional fazem parte da sua rotina de atendimentos, garantindo um cuidado que vai além da estética: preserva funções, previne complicações e melhora a qualidade de vida.
Acolhimento como filosofia
Para além da técnica, Maria Antonieta destaca a importância da transparência e da escuta ativa. Nas consultas pré-operatórias, faz questão de alinhar expectativas, explicando limitações, riscos e o tempo real de recuperação.
“Não gosto de criar ilusões. Cada corpo tem sua anatomia e resposta fisiológica e cada cirurgia exige um processo. O paciente precisa estar preparado psicologicamente para entender que os resultados não aparecem em uma semana. É um processo de meses, que exige paciência, disciplina e acompanhamento.”
Essa postura se reflete na prática: durante a primeira semana após a cirurgia, acompanhando diariamente os pacientes, inclusive em atendimentos domiciliares, ajudando não apenas na recuperação física, mas também na adaptação prática da rotina.
Equipe integrada
O trabalho colaborativo é outro pilar fundamental. Em Uruguaiana, Maria Antonieta integra-se com profissionais como a cirurgiã plástica Dra. Isabel Moscareli e a anestesista Dra. Ana Vargas, construindo uma rede de apoio que garante maior segurança e resultados.
“Não adianta ser apenas um bom cirurgião no bloco, precisa ser um bom clínico também. É preciso dar continuidade ao cuidado, acompanhar e se comunicar com a equipe multidisciplinar. E nisso as Dras. são excepcionais. Essa integração é o que realmente faz diferença no resultado final.”
Desafios e aprendizados
A cada caso atendido, Maria Antonieta reforça que a Fisioterapia Dermatofuncional está em constante evolução.
“O conhecimento muda rápido, novas técnicas surgem a todo momento. O grande desafio é se manter atualizada e, ao mesmo tempo, oferecer ao paciente um cuidado que respeite a fisiologia do corpo — que sempre terá seu tempo de cicatrização. A tecnologia pode acelerar, mas não substituir o processo natural.”
Entre as histórias que mais a marcam, estão pacientes que chegam inseguros, fragilizados e com medo da dor ou da recuperação. “A transformação não é só física. Quando o paciente percebe que está cicatrizando bem, que pode se olhar no espelho e ver resultados reais, a autoestima se renova. E isso é gratificante demais.”
A fisioterapeuta acredita que seu papel vai além do consultório. Seu compromisso é com a clareza, o acolhimento e a evolução constante das técnicas.
“O sucesso depende de um conjunto: bons profissionais, pacientes preparados e disciplina no cuidado. Meu legado é mostrar que o pós-operatório não é apenas um processo de recuperação, mas uma etapa essencial para consolidar os resultados obtidos no bloco cirúrgico e devolver qualidade de vida do paciente.”
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