MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA EMOCIONAL: A ELEGÂNCIA DE NÃO EXPLICAR DEMAIS
Tem gente que acha que ser compreendido é um direito. Não é. A gente passa uma vida tentando justificar cada escolha, cada ausência, cada “não deu”, como se o outro precisasse validar a forma como a gente se sente. É quase automático, o dedo coça pra mandar aquele “desculpa, é que…” quando, na verdade, o […]
Por admin 20/02/2026 - Atualizado em 20/02/2026
Tem gente que acha que ser compreendido é um direito. Não é.
A gente passa uma vida tentando justificar cada escolha, cada ausência, cada “não deu”, como se o outro precisasse validar a forma como a gente se sente. É quase automático, o dedo coça pra mandar aquele “desculpa, é que…” quando, na verdade, o silêncio já explicava tudo.
Explicar demais é um vício de quem ainda não se autorizou a ser. É um trauma travestido de gentileza.
A elegância está justamente no contrário: no espaço entre o que se sente e o que se diz. No “não fui” sem justificativa, no “não quero” sem parecer ingrato, no “não posso” sem ter que escrever textão para provar que não é falta de amor.
Tem dias em que o autocuidado é não responder.
Tem horas em que maturidade é não argumentar.
E tem fases da vida em que o que parece frieza é só exaustão.
O coração também precisa de espaços em branco, é neles que mora o sossego.
Explicar menos é uma forma de amar mais: amar a si mesmo, amar o tempo e amar sua paz. A verdade é que o mundo anda barulhento, e o silêncio, além de chique, é terapêutico.
Camilla Compagnoni
Jornalista
Instagram: @camicompagnoni
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