DRA. ANA PAULA MACHADO VARGAS: A NOVA FACE DA ANESTESIOLOGIA NA FRONTEIRA
Liderança feminina, tecnologia de ponta e sensibilidade marcam a trajetória da médica que elevou o cuidado anestésico a outro patamar. A trajetória da Dra. Ana Paula Machado Vargas foi moldada em hospitais de referência, onde a rotina era sinônimo de complexidade. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, passou seis anos em uma rotina marcada […]
Por admin 15/01/2026 - Atualizado em 15/01/2026
Liderança feminina, tecnologia de ponta e sensibilidade marcam a trajetória da médica que elevou o cuidado anestésico a outro patamar.
A trajetória da Dra. Ana Paula Machado Vargas foi moldada em hospitais de referência, onde a rotina era sinônimo de complexidade. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, passou seis anos em uma rotina marcada por casos raros e procedimentos de ponta, sob a orientação de professores que eram referência acadêmica e científica. Ali, aprendeu que a medicina exige mais do que técnica: pede disciplina, atenção constante e a capacidade de reconhecer limites.
Na residência médica, mudou-se para Curitiba e concluiu sua especialização em anestesiologia no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de pacientes queimados no sul do Brasil. Distante da família, enfrentou jornadas que combinavam pressão e aprendizado contínuo. Esse período, além de consolidar o domínio técnico, representou um amadurecimento pessoal decisivo.
Ingressou na faculdade com o desejo de ser pediatra, mas foi no exercício da clínica geral que a inquietação surgiu. O dinamismo do centro cirúrgico, a adrenalina das emergências, as decisões rápidas que podem alterar destinos. Foi a falta desse ambiente que lhe mostrou, com clareza, onde estava sua verdadeira vocação. “Essa saudade foi um sinal claro do caminho que eu deveria seguir.”
TÉCNICA, PREPARO E SENSIBILIDADE
A anestesiologia é ciência que não admite improvisos. A própria Dra. Ana lembra da primeira semana de residência, quando um paciente chegou à sala cirúrgica sendo massageado de tórax aberto após um acidente automobilístico. Situações assim moldam não apenas a frieza técnica, mas a serenidade necessária para agir quando o tempo é mínimo e a vida, urgente.
Atualizar-se, para ela, não é luxo acadêmico: é dever ético. Congressos, artigos, cursos e, recentemente, uma pós-graduação em Medicina Intensiva mantêm sua prática alinhada às mais recentes evidências. “É uma área que dá muita base para anestesiologia, porque manejamos constantemente pacientes graves.”
Esse preparo sustenta sua versatilidade diária: anestesiar um bebê de três quilos, conduzir uma rinoplastia estética ou assumir uma emergência sob risco de vida. Tudo em um mesmo dia, na mesma escala, no mesmo centro cirúrgico.
SAF: UM NOVO CAPÍTULO PARA A ANESTESIOLOGIA NA FRONTEIRA
Uma das idealizadoras do Serviço de Anestesia da Fronteira (SAF), junto aos colegas Eduardo Mena Barreto da Silveira, Rafael Alves Dornelles e Vinícius Lameiro Porciuncula, Dra. Ana participa do projeto que já tem um ano de atuação: “A SAF traduz a força de uma nova geração de profissionais, qualificados e comprometidos em promover um impacto positivo na cidade.
Com recursos próprios, a equipe trouxe equipamentos de última geração, atualizou protocolos e ofereceu anestesias personalizadas, que garantem mais segurança e melhor recuperação no pós-operatório. O impacto já é sentido: pacientes relatam conforto, confiança e menor incidência de efeitos adversos.
DETALHES QUE TRANSFORMAM
“Cuidado vai muito além da técnica.” A frase, repetida por Dra. Ana, encontra tradução nos gestos que ela e sua equipe incorporaram ao cotidiano. Medalhas da coragem para crianças, carrinho motorizado que leva os pequenos até a sala de cirurgia, músicas para acalmar os ansiosos, essências que suavizam o cheiro do gás anestésico. Há até registros fotográficos dos primeiros instantes de vida de recém-nascidos, entregues como lembrança às mães. São detalhes que quebram o gelo do medo e ressignificam o centro cirúrgico. “Um sorriso e uma equipe feliz fazem toda a diferença.”
E os pacientes confirmam. Entre as mensagens que recebeu recentemente, uma paciente contou que chegou ao centro cirúrgico tomada pelo medo, mas saiu descrevendo sua surpresa pela experiência leve e até alegre. Para Ana, esses retornos são a prova clara de que a anestesiologia pode ir além da técnica — pode transformar angústia em confiança.
HISTÓRIAS QUE MOLDAM
Algumas experiências tornam-se acontecimentos determinantes na trajetória de um médico. Foi assim no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde Ana Vargas viveu dias que descreve como intensos e transformadores. “As histórias que vivi ali eram carregadas de resiliência e amor.”
Anos depois, outro desafio redefiniu seu olhar sobre o mundo. Na pandemia, atuou como plantonista fixa na UTI COVID e permaneceu na linha de frente até o oitavo mês de gestação. “Foi uma das batalhas mais difíceis da minha vida: queria ajudar os pacientes e proteger minha filha que crescia dentro de mim. Eu sabia que não podia desistir.”
Essas vivências não são apenas memórias: são cicatrizes que revelam a força de uma trajetória feita de ciência e coragem, mas também de vulnerabilidade e firmeza.
VIDA PESSOAL E FAMÍLIA
Conciliar papéis é um exercício diário. Mãe de duas meninas e casada com o também médico, Dr. Paulo Marcel, Ana reconhece o desafio de equilibrar agendas e expectativas. “Procuro alinhar prioridades para preservar o equilíbrio, sabendo que estar presente como mulher, mãe, esposa e profissional é uma tarefa constante.” Mas o legado vai além. “Penso muito nas minhas filhas. Quero que vejam que é possível conciliar trabalho, força e dedicação com integridade e paixão pelo que se faz.”
A inspiração vem de gerações de mulheres fortes: a avó que enfrentou a dor de perder um filho, a outra avó, que ao se separar nos anos 70 — onde ainda existia muito preconceito e julgamento — se reergueu e criou sozinha quatro filhos, e a mãe que recomeçou a vida após uma viuvez precoce. “É dessa fortaleza feminina que venho, e é nela que me inspiro todos os dias.”
UMA NOVA FORMA DE FAZER MEDICINA
No horizonte, a meta é clara: tornar a anestesiologia mais conhecida e valorizada, conquistar a confiança da população e mostrar que o anestesista pode — e deve — ser escolhido pelo paciente. O que mais orgulha a médica é ter dado visibilidade a esse trabalho que, por tanto tempo, esteve restrito aos bastidores. “É direito do paciente escolher o seu anestesista, assim como pode escolher o seu cirurgião.”
E com esse propósito, Dra. Ana Vargas conduz sua trajetória unindo tecnologia, atualização e inovação — sempre ancorada na humanidade. Porque, no fim, a anestesiologia não é apenas sobre adormecer corpos: é sobre acordar confianças.
Caixa de destaque: “Foi uma das batalhas mais difíceis da minha vida: queria ajudar os pacientes e proteger minha filha que crescia dentro de mim. Eu sabia que não podia desistir.”
Contato:
Santa Casa de Uruguaiana – Serviço de Anestesia da Fronteira (SAF)
(55) 3414-5000
(55) 9 9900-5002
Instagram:
@anestesioana
@safuruguaiana
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