AGOSTO LILÁS: Quando o poder protege os agressores e a sociedade pede mudanças.
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AGOSTO LILÁS: Quando o poder protege os agressores e a sociedade pede mudanças.

O mês de agosto, marcado pela campanha Agosto Lilás, é dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. Embora os avanços da Lei Maria da Penha tenham sido significativos, ainda encontramos lacunas preocupantes quando o assunto é a responsabilização dos agressores — principalmente quando ocupam posições de poder. Um caso recente trouxe […]

Por admin 28/08/2025 - Atualizado em 28/08/2025

O mês de agosto, marcado pela campanha Agosto Lilás, é dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. Embora os avanços da Lei Maria da Penha tenham sido significativos, ainda encontramos lacunas preocupantes quando o assunto é a responsabilização dos agressores — principalmente quando ocupam posições de poder.

Um caso recente trouxe essa discussão à tona: a influenciadora Cíntia Chagas comentou sobre a denúncia contra o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) por agressões físicas e psicológicas. Mesmo com medida protetiva, relatos de violência e a repercussão nacional, o pedido de cassação do parlamentar foi arquivado pelo Conselho de Ética da Alesp, por 6 votos a 1. A decisão revoltou não apenas a vítima, mas também setores da sociedade que viram no episódio um exemplo de corporativismo e impunidade.

Situações como essa evidenciam que as vítimas seguem expostas e muitas vezes desacreditadas, enquanto os agressores — sobretudo quando têm influência política ou econômica — encontram formas de minimizar ou evitar punições. É nesse cenário que cresce a discussão sobre a necessidade de tratamentos psiquiátricos e psicológicos obrigatórios para os agressores, como medida de prevenção e reabilitação, mas também de políticas públicas mais rígidas, garantindo que crimes contra mulheres não sejam relativizados nem abafados por interesses políticos.

O Agosto Lilás nos lembra que violência doméstica não é um problema privado, mas um desafio social e institucional. Para proteger verdadeiramente as mulheres, não basta apenas punir: é preciso quebrar ciclos de violência, oferecer apoio às vítimas e responsabilizar de forma séria e igualitária todos os agressores — inclusive os que detêm poder.

Por: Valéria Costa

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