O NOSSO PAPEL NA EDUCAÇÃO DAS FUTURAS GERAÇÕES: A POTÊNCIA DA INFÂNCIA
Recentemente, os meios de comunicação anunciaram o início da geração Beta, formada pelos nascidos a partir de 2025. Eles serão os primeiros nativos da era da Inteligência Artificial, vivendo em um mundo hiperconectado. Um fator importante é que essa será a primeira geração sem contato direto com a pandemia da COVID-19. Essas crianças nascerão em […]
Por admin 02/08/2025 - Atualizado em 02/08/2025
Recentemente, os meios de comunicação anunciaram o início da geração Beta, formada pelos nascidos a partir de 2025. Eles serão os primeiros nativos da era da Inteligência Artificial, vivendo em um mundo hiperconectado. Um fator importante é que essa será a primeira geração sem contato direto com a pandemia da COVID-19. Essas crianças nascerão em um momento de rápidas transformações tecnológicas, sociais e ambientais.
Espera-se que desenvolvam maior preocupação com as necessidades do planeta e adotem hábitos mais sustentáveis. Esse contexto influenciará novas formas de se relacionar com o mundo e entre si, dando origem a novas maneiras de viver a infância. As crianças dessa geração produzirão sua própria cultura infantil a partir de suas vivências e daquilo que faz sentido para sua realidade.
O historiador Philippe Ariès, reconhecido por seus estudos sobre a história da infância, afirma que, até o início da Idade Moderna, as crianças eram vistas como miniadultos. A alta taxa de mortalidade infantil era banalizada, o que contribuía para a ausência de vínculos familiares. O interesse pela infância, segundo pesquisadores, é relativamente recente: apenas a partir do século XVIII passou-se a considerar o ser humano em seus primeiros dez anos de vida não apenas sob o aspecto do crescimento físico, mas também em seu desenvolvimento intelectual, cultural e emocional.
Na sociedade atual, após mudanças de concepções, a criança é reconhecida como um sujeito histórico e detentor de direitos. Diante desse contexto, cabe a nós, como parte das gerações anteriores, refletir sobre nosso papel na educação dessas crianças: como prepará-las para os desafios futuros e, ao mesmo tempo, respeitar suas singularidades?
Em discurso recente, o Papa Francisco destacou a importância de amar e proteger as crianças, afirmando que negligenciá-las é negar o futuro. As experiências que oferecemos a elas refletem nossa compreensão sobre a infância. Precisamos criar uma cultura do cuidado, enxergá-las como sujeitos potentes e capazes de transformar o meio em que vivem. A forma como a criança é vista e cuidada influenciará diretamente sua autopercepção, sua visão de mundo e suas ações. Olhar com respeito para a infância é, essencialmente, olhar com respeito para o futuro da humanidade.
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